terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Oscar 2010


Saiu as indicações ao Oscar 2010.

Em melhor filme concorrem Avatar, Bastardos Inglórios e Distrito 9, ou seja, algumas surpresas. Não acho que Avatar deveria concorrer a melhor filme, tecnicamente é perfeito mas como um todo não é algo perfeito. E se Avatar concorre porque O Cavaleiro das Trevas não concorreu em 2009? Preconceito por ser uma adaptação de HQs? Bastardos Inglórios é uma aula de cinema. Distrito 9 gostei muito com suas críticas ao autoritarismo de estado e segregação social e racial.

Guerra ao Terror preciso de ver com urgência, mesmo sem ter visto mas pelos comentários, críticas, etc. parece ser o mais merecedor do prêmio.

Melhor ator coadjuvante escollho Christoph Waltz na cabeça.


Abaixo a lista completa:


Melhor Filme
"Avatar", de James Cameron
"O Lado Cego", de John Lee Hancock
"Distrito 9", de Neill Blomkamp
"Educação", de Lone Scherfig
"Guerra ao Terror", de Kathryn Bigleow
"Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino
"Preciosa - Uma História de Esperança", de Lee Daniels
"Um Homem Sério", de Ethan e Joel Coen
"Up – Altas Aventuras", de Pete Docter e Bob Peterson
"Amor Sem Escalas", de Jason Reitman


Melhor Direção
James Cameron, “Avatar”
Kathryn Bigelow, “Guerra ao Terror”
Quentin Tarantino, “Bastardos Inglórios”
Lee Daniels, “Preciosa - Uma História de Esperança”
Jason Reitman, “Amor Sem Escalas”


Melhor Ator
Jeff Bridges, “Coração Louco”
George Clooney, “Amor Sem Escalas”
Colin Firth, “A Single Man”
Morgan Freeman, “Invictus”
Jeremy Renner, “Guerra ao Terror"


Melhor atriz
Sandra Bullock, “O Lado Cego”
Helen Mirren, “The Last Station”
Carey Mulligan, “Educação”
Gabourey Sidibe, “Preciosa - Uma História de Esperança”
Meryl Streep, “Julie & Julia"


Melhor Ator Coadjuvante
Matt Damon, “Invictus”
Woody Harrelson, “The Messenger”
Christopher Plummer, “The Last Station”
Stanley Tucci, “Um Olhar do Paraíso”
Christoph Waltz, “Bastardos Inglórios”


Melhor Atriz Coadjuvante
Penélope Cruz, “Nine”
Vera Farmiga, “Amor Sem Escalas”
Maggie Myllenhaal, “Coração Louco”
Anna Kendrick, “Amor Sem Escalas”
Mo’Nique, “Preciosa - Uma História de Esperança”


Melhor Animação
“Coraline”
“O Fantástico Sr. Raposo”
“A Princesa e o Sapo”
“O Segredo de Kells”
“Up – Altas Aventuras”


Melhor Direção de Arte
Rick Carter, Robert Stromberg, Kim Sinclair ("Avatar")
Dave Warren, Anastasia Masaro, Caroline Smith ("O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus")
John Myhre, Gordon Sim ("Nine")
Sarah Greenwood, Katie Spencer ("Sherlock Holmes")
Patrice Vermette, Maggie Gray ("The Young Victoria")


Melhor Fotografia
Mauro Fiore ("Avatar")
Bruno Delbonnel ("Harry Potter e o Enigma do Príncipe")
Barry Ackroyd ("Guerra ao Terror")
Robert Richardson ("Bastardos Inglórios")
Christian Berger ("A Fita Branca")


Melhor Figurino
Janet Patterson ("Bright Star")
Catherine Leterrier ("Coco Antes de Chanel")
Monique Prudhomme ("O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus")
Colleen Atwood ("Nine")
Sandy Powell ("The Young Victoria")


Melhor Documentário de Curta-metragem
"China's Unnatural Disaster: The Tears of Sichuan Province", de Jon Alpert e Matthew O'Neill
"The Last Campaign of Governor Booth Gardner", de Daniel Junge e Henry Ansbacher
"The Last Truck: Closing of a GM Plant", de Steven Bognar e Julia Reichert
"Music by Prudence", de Roger Ross Williams e Elinor Burkett
"Rabbit à la Berlin", de Bartek Konopka e Anna Wydr


Melhor Filme Estrangeiro
"O Segredo dos Seus Olhos", de Juan Jose Campanella (Argentina)
"Un Prophète", de Jacques Audiard (França)
"A Fita Branca", de Michael Haneke (Alemanha)
"Ajami", de Scandar Copti e Yaron Shani (Israel)
"A Teta Assustada", de Claudia Llosa (Peru)


Melhor Roteiro Original
"Guerra ao Terror"
"Bastardos Inglórios"
"The Messenger"
"Um Homem Sério"
"Up - Altas Aventuras"


Melhor Roteiro Adaptado
"Distrito 9"
"Educação"
"In the Loop"
"Preciosa – Uma História de Esperança"
"Amor sem Escalas"


Melhor Canção Original
"Almost There", de "A Princesa e o Sapo"
"Down in New Orleans", de "A Princesa e o Sapo"
"Loin de Paname", de "Paris 36"
"Take It All", de "Nine"
"The Weary Kind", de "Crazy Heart"


Melhor Trilha Sonora
"Avatar"
"O Fantástico Sr. Raposo"
"Guerra ao Terror"
"Sherlock Holmes"
"Up - Altas Aventuras"


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

FINALMENTE O TRAILER DE HOMEM DE FERRO 2

Parece que vem coisa boa. O trailer não decepciona. E Johansson não está com cara de boazinha no papel da espiã russa como eu havia criticado. Só gostaria do Clint Eastwood como Nick Fury, sempre achei ele a cara do Nick.
O film tem estréia munidla no dia 7 de maio de 2010

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

MOSTRA DAVID LYNCH NA CAIXA CULTURAL


Pra quem - assim como eu - é fã do cineasta David Lynch uma boa pedida é a mostra que a Caixa Cultural (RJ) realiza a partir dessa semana.


Para quem não sabe ou não se lembra, David Lynch é a cabeça por detrás de obras como Veludo Azul, Cidade dos Sonhos, Império dos Sonhos, Duna, O Homem Elefante Eraserhead, Coração Selvagem e da aclamada mini-série de TV Twin Peaks (quem matou Laura Palmer? lembram-se?).


Para quem ainda não conhece a obra do diretor a mostra é ainda mais interessante. Porém preparem-se pra entrar em um universo completamente estranho, porém fascinante - e nem sempre busquem sentido em tudo o que está na tela.


Mulheres lindas, cortinas vermelhas, luzes piscando, busca por identidade, sonhos, música singular, paranóia e - por que não - amor e esperança, esse é o mundo de Lynch. Pode-se gostar ou não mas que é algo único é inegável.


Mostra “David Lynch – O Lado Sombrio da Alma”
Local: CAIXA Cultural Rio de Janeiro – Cinemas 1 e 2
Endereço: Av. Almirante Barroso, 25, Centro, Rio de Janeiro-RJ (Metrô: Estação Carioca)
Telefones: (21) 2544 4080/ 2544 1099
Datas: de 08 a 20 de dezembro de 2009.
Horários: Sessões a partir das 17h, de terça-feira a domingo.
Ingressos: R$ 4,00 (inteira) e R$ 2,00 (meia entrada)
Classificação: Consultar programação.
Acesso para pessoas com necessidades especiais.
Programação completa:
www.caixa.gov.br/caixacultural

Assessoria de Imprensa da CAIXA Cultural Rio de Janeiro
Telefones: (21) 2202-3096/ 2202-3086
E-mail:
cultura.rj@caixa.gov.br
Programação completa: www.caixa.gov.br/caixacultural



sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Mad Max está de volta


O primeiro Mad Max, dirigido por George Miller, data de 1979 e revolou o então desconhecido Mel Gibson. A trama do filme era a clássica vingança (que segundo Quentin Tarantino pode ser vista como um gênero específico de filme) de um policial que teve sua família morta por desajustados. A diferença é que a narrativa se passava em um futuro próximo onde combústivel era algo raríssimo e conseguí-lo podia custar uma ou mais vidas.

Com o sucesso vieram as sequências Mad Max 2 - a caçada continua (melhor que o primeiro) em 1981 e Mad Max - além da cúpula do trovão (1985) que contava com Tina Turner no elenco e trilha sonora.


Agora vem aí Mad Max - Fury Road (aparentemente sem Mel Gibson no elenco) com a linda Charlize Theron e Tom Hardy no elenco. As filmagens começam em agosto de 2010.

Seria interessente Mel Gibson voltar ao papel (já que o filme leva o nome de seu personagem) com uma parceria com a bela Charlize. Mas vamos ver o que vem por aí.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Biografia "Definitiva" do Led Zeppelin


Foi lançada pela editora Larousse uma biografia da lendária banda inglesa de hard rock (ou precursora - no som - do heavy metal para muitos) Led Zeppelin. "Definitiva" sempre é um termo que serve mais de chamariz para vendas do que qualquer outra coisa, visto que se a banda resolver voltar para uma tour - algo muito difícil mas não impossível - mais história será agregada ao mito de chumbo.

A biografia foi escrita por um ex-amigo de Jimmy Page - que brigaram justamente por causa da biografia que Page era contra - Mick Wall. O "problema" da biografia que fez com que Page brigasse com Mick é o fato do autor expor todas as loucuras e excessos da banda e da equipe - como o tour manager Richard Cole. Estão lá as orgias sexuais - muitas vezes com meninas menores de idade -, as drogas, o ocultismo de Page, a violência de John Bonham e outras loucuras e perversões da banda.

Porém, além disso está o principal: a formação de uma das melhores bandas de toda a história da música. Independente das loucuras de seus integrantes o que vai ficar para todos nós - fãs de rock ou de boa música - é a música eterna e maravilhosa criada pela banda. Algo único e raro. O Led era maravilhoso tanto em estúdio quanto em suas performances maravilhosas no palco com a chamada "química" perfeita entre os membros. Se cometiam loucuras fora dele o fato é que a arte nunca foi neglicenciada e ela foi o que os tornou mitos e não a bagunça por detrás.


Led Zeppelin - Qaundo os Gigantes Caminhavam Sobre a Terra

Autor: Mick Wall

Editora Larousse

552 Páginas

Formato: 15,5 x 24 cm

Peso: 0,88 kg


p.s.: Pra quem ainda não sabe o eterno vocalista do Led, Robert Plant, hoje faz um trabalho em parceria com a vocalista Alice Krauss. É algo simplesmente maravilhoso, arte pura. Quem aind não ouviu pode correr em busca sem medo. O Título do cd é Raising Sand.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Víuva Negra


Aqui está a foto da atual musa do Woody Allen (e de todos nós), Scarllet Johansson, como a personagem Viúva Negra dos quadrinhos da Marvel. O uniforme está idêntico - incluindo os braceletes. Porém a Johansson aparenta ser muito nova e com cara de boazinha pra personagem mas vamos ver o resultado nas telas. Que ela está lindíssima ruiva e dentro do uniforme da espiã russa nem é preciso de comentar, a imagem fala por si.

Western Revisionista - Os Imperdoáveis


Quando eu era mais novo não era muito fã de filmes de western. Isso começou a mudar depois que eu assisti dois filmes do gênero: Tombstone e Os Imperdoáveis (Sérgio Leone e John Ford ainda não faziam parte do meu currículo cinematográfico). O primeiro gostei de primeira e até hoje acho um dos melhores westerns já realizados. É um filmaço com personagens extremamente carismáticos, em especial o grande Doc Holliday de Val Kilmer e o Wyatt Earp de Kurt Russel (mas o show é mesmo de Kilmer). É um filme que considero ótimo pra quem ainda é estreante no gênero pois é divertido, com ótimas atuações e cenas de ação idem.
Os Imperdoáveis também gostei bastante quando vi a primeira vez mas não tanto como Tombstone. Por outro lado, mesmo não tendo achando tão bom sempre fiquei intrigado do porquê de que eu sempre gostar de revê-lo (isso acontece muito com determinados filmes e quando isso ocorre sei que há algo ali que meu inconsciente já detectou mas que eu ainda não percebi). Com o tempo fui gostando mais e quando vi pela última vez (início desse ano) compreendi tudo e o lancei à categoria de clássico entendendo também o porquê de tantos elogios e um Oscar de melhor filme (que na época - embora achasse o filme bom - achei exagerado).
Acho que o fator principal que me fez adorar o filme a partir desse ano foram minhas leituras nos últimos anos sobre memória social, memória discursiva, construção discursiva, etc...que por meio deles mudei completamente minha visão sobre o filme e o considerei uma obra-prima (o que para muitas pessoas já era algo claro mas que pra gente nem sempre está visível).
Ele simplesmente é um filme revisionista do gênero do western que utiliza toda a tradição do mesmo para desconstruí-lo, criticá-lo, mostrar como é “falso” (nada é verdadeiro certo?), romantizado, que não havia mocinhos e bandidos, efim, desmascarar o gênero, mostrar suas invencionices, mitos, jogá-lo na lama mesmo. Porém, ao final do filme, reafirmá-lo novamente, pois, ora, só quem pode desmascarar tão descaradamente o mito é alguém que o conheça tão bem, tenha feito parte de sua história, ajudado a definí-lo e o ame. Ou seja: Clint Eastwood.
O filme nos apresenta o personagem de Clint (Bill Munny) como ex-pistoleiro decadente e arrependido de seu passado e que agora só quer cuidar de seus filhos tranquilamente e conviver com seus fantasmas do passado – incluindo a morte da esposa que foi quem o redimiu. Após o ataque de um homem a uma prostituta um aspirante a pistoleiro é contratado por elas para uma vingança e resolve procurar Bill para ajudá-lo.
Não vou entrar em detalhes dessa parte da trama e partir para o ponto que acho crucial e que faz o filme ser o que é.
O personagem de Saul Rubinek, o reporter W.W. Beauchamp, escreve histórias de western como conhecemos nos antigos filmes e livros: mocinhos contra bandidos. Todos rápidos no gatilho e quase invencíveis. Ele escreve sobreo famoso pistoleiro interpretado por Richard Harris - English Bob – narrando seus “feitos” e criando o mito de English Bob. Porém o violent xerife Little Bill Daggett – personagem de Gene Hackman - que ganhou o Oscar de coadjuvante – irá mostrar que as coisas não são tão heróicas quanto parecem.
Ao ser preso, o repórter começa a conversar com o xerife. Esse, ao ler um dos livros de Beauchamp começa a rir e diz que presenciou “in loco” a história narrada e que a mesma não foi nada do que está escrito.
O que o Xerife revela é que heroismo não havia nenhum, muito pelo contrário. Eram um bando de bêbados arrumando confusão e atirando pra qualquer lado. Ou seja, todo o romantismo do velho oeste não passa de invenção. O mundo real nunca teve John Wayne ou Wyatt Earp como retratados nos livros, filmes e contos. O personagem de Gene Hackman expõe para o escritor toda essa “falsidade” das histórias de Western e como tudo não passa de uma invenção de escritoires – em uma cena memorável.
E o filme de Eastwood mostra tudo isso. Se em filme como Três Homens em Conflito – dentre vários outros - os personagens de Clint eram a encarnação do mito do mocinho dos Western – rápido no gatilho, corajoso - , aqui ele é falho, velho, ex-alcoolatra, etc. Junta-se ao personagem de Morgan Freeman – amigo dos tempos de pistoleiro - pra ir à caça do homem que machucou a prostituta e nessa tarefa expõe todas suas fraquezas.
Porém, após desconstruir o mito do western, no seu final o filme acaba por novamente reafirmá-lo – embora para nunca mais ser visto com os mesmos olhos – com uma cena derradeira onde Clint “incorpora” seus velhos personagens – e que visualmente remete ao O Homem que Matou o Facínora. Antes de percebermos tal cena como não compatível com o resto do filme podemos interpetá-la como uma homenagem a toda a mitologia que o próprio filme já mostrou não ser nada mais do que…mito, construção.
Um grande filme, com coragem de descontruir um dos maiores mitos norte-americanos mas que ao mesmo tempo homenageia e reafirma esse mito – embora com um olhar muito mais realista e melancólico.

Os Imperdoáveis (The Unforgiven, EUA, 1992)Direção: Clint EastwoodElenco: Clint Eastwood, Gene Hackman, Morgan Freeman, Richard HarrisDuração: 131 minutos